Relógio da Igreja de S.Sebastião em Ponta Delgada na ilha de S. Miguel, Açores, Portugal.
16 outubro 2010
08 outubro 2010
Dia Mundial do Ovo

Dia Mundial do Ovo - comemorado na segunda 6ª feira do mês de Outubro.
Para lembrar este dia, a minha escolha vai para um Ovo famoso - Humpty Dumpty - o ovo do conto de "Alice do Outro Lado do Espelho" do escritor Lewis Carrol.
"– Isso é tudo? – perguntou Alice timidamente.
– É tudo – disse Humpty Dumpty. – Adeus.
Foi muito repentino, - pensou Alice: mas, após uma forte indicação de que ela devia partir, sentiu que não seria educado ficar. Então ela levantou-se e estendeu a mão.
– Adeus, até nos encontrarmos de novo! – disse com o máximo de animação que conseguiu.
– Eu não a reconheceria de novo se nos encontrássemos – Humpty Dumpty replicou num tom descontente, dando-lhe um dedo para apertar. – Você é tão idêntica às outras pessoas.
– É pela cara que nos reconhecemos – disse Alice, pensativa.
– Pois é disso que me queixo – disse Humpty Dumpty. – A sua cara é igual à de toda a gente, dois olhos, então... – (marcando os lugares no ar com o polegar) – ... nariz no meio, boca por baixo. É sempre a mesma. Agora, se você tivesse os dois olhos do mesmo lado do nariz... ou a boca por cima... já seria de alguma ajuda.
– Não ia parecer bem – Alice objectou.
Mas Humpty Dumpty apenas fechou os olhos e disse:
– Espere até ter tentado."
in "Alice do Outro Lado do Espelho"
05 outubro 2010
O Retrato
in "O Retrato" de Nikolai Gógol
02 outubro 2010
Guggenheim - "Grey Area"
Exposição "Grey Area" de Julie Mehretu
(Berliner Platz)
"The term Grey Area speaks to a condition of indeterminacy, a liminal state which something is uncertain or perhaps impossible to define."
Fascinantes os trabalhos que pude observar na exposição Grey Area, da artista Julie Mehretu, que esteve presente no Museu Guggenheim em New York.
"Berliner Platz" é um dos trabalhos presentes na exposição. Um conjunto de riscos arquitectónicos e edifícios urbanos empilhados numa representação artística e arquitectural, uma sucessão de planos de camadas transparentes e traços de tinta acrílica criando movimento, ambiguidade e imagens difusas. É um abstracto repleto de detalhes.
28 setembro 2010
26 setembro 2010
Receitas de Amor
"- Acho que deve ser difícil seguir uma receita.
- Por vezes é, mas ser chef é muito mais do que combinar ingredientes.
- Ai sim? Como?
Bruno hesitou. – É como a diferença entre um pianista e um compositor – disse ele, hesitante. – O pianista é criativo, claro, mas não passa do porta-voz da pessoa que sonhou com as melodias e lhes deu vida. Ser cozinheiro é como ser pianista… um intérprete das ideias de outras pessoas. Mas para ser um chef é preciso ser também compositor. Por exemplo, as receitas que vais provar esta noite são pratos tradicionais da antiga Roma… mas se nos limitar-mos a recriar o passado, sem tentar acrescentar-lhes nada, ele deixa de ser uma tradição viva para se tornar História, uma coisa morta. Estes pratos foram aperfeiçoados ao longo dos séculos porque as pessoas experimentaram coisas diferentes, combinações diferentes, rejeitando o que não resultava e adoptando e transmitindo o que resultava. É portanto uma obrigação que temos para com os chefs do passado continuar a fazer o que eles fizeram, a experimentar, mesmo quando estamos a lidar com as tradições sagradas."
in "Receitas de Amor" de Anthony Capella
- Por vezes é, mas ser chef é muito mais do que combinar ingredientes.
- Ai sim? Como?
Bruno hesitou. – É como a diferença entre um pianista e um compositor – disse ele, hesitante. – O pianista é criativo, claro, mas não passa do porta-voz da pessoa que sonhou com as melodias e lhes deu vida. Ser cozinheiro é como ser pianista… um intérprete das ideias de outras pessoas. Mas para ser um chef é preciso ser também compositor. Por exemplo, as receitas que vais provar esta noite são pratos tradicionais da antiga Roma… mas se nos limitar-mos a recriar o passado, sem tentar acrescentar-lhes nada, ele deixa de ser uma tradição viva para se tornar História, uma coisa morta. Estes pratos foram aperfeiçoados ao longo dos séculos porque as pessoas experimentaram coisas diferentes, combinações diferentes, rejeitando o que não resultava e adoptando e transmitindo o que resultava. É portanto uma obrigação que temos para com os chefs do passado continuar a fazer o que eles fizeram, a experimentar, mesmo quando estamos a lidar com as tradições sagradas."
in "Receitas de Amor" de Anthony Capella
23 setembro 2010
18 setembro 2010
From: ... To:...
Salvé 12-IX-2010
Presente de aniversário from: Moonshine to: Ri
http://www.privateworldnews.blogspot.com/
05 setembro 2010
Washington D.C., U.S.A.




Ao passear por Washington aproveitei para fotografar alguns locais de que gostei.
28 agosto 2010
10 agosto 2010
Voo Final

"O outro avião aproximou-se rapidamente. Era muito mais veloz do que o Moth. Houve um clarão e um ruído de dísparos. Harald já esperava que o Messerschmitt disparasse sobre eles, mas não conteve um grito de choque e medo.
Karen virou para a direita, tentando estragar a pontaria do atirador. O Messerschmitt passou rápido por baixo. Os disparos cessaram, e o motor do Hornet Moth manteve a toada. Não haviam sido atingidos.
Harald recordou-se de Arne lhe ter dito que era bastante difícil um avião rápido disparar sobre um lento. Talvez fosse isso que os salvara.
Ao virarem, olhou pela janela e viu o caça desaparecer ao longe.
- Acho que estamos fora do seu alcance - referiu.
- Não por muito tempo - replicou Karen.
De facto o Messerschmitt dava a volta. Os segundos arrastaram-se enquanto o Hornet Moth descia a pique em direcção à protecção da nuvem e o caça célere descrevia uma volta ampla. Harald viu que o anemómetro deles atingira os cento e sessenta. A nuvem estava torturantemente próxima - mas não o suficiente.
Viu os clarões e ouviu os estampidos quando o caça abriu fogo. Desta vez o avião estava mais próximo e o caça tinha um melhor ângulo de ataque. Para seu horror, viu aparecer um rasgão em ziguezague no tecido da asa inferior esquerda. Karen empurrou a manche e o Hornet Moth inclinou-se.
Depois, subitamente, mergulharam na nuvem. "
in "Voo Final" de Ken Follet
09 agosto 2010
Canja de Galinha para a Alma da Mulher

"- Mãe, responde só o que queres ser quando cresceres. Podes ser tudo aquilo que tu quiseres!
Nesse momento, fiquei tão comovida que não consegui responder imediatamente e Alyssa desistiu e saiu do quarto.
Essa experiência – essa pequena experiência de cinco minutos – tocou profundamente o meu coração. Comoveu-me porque, aos olhos da minha filha, eu ainda podia tudo aquilo que quisesse! A minha idade, a minha carreira, os meus cinco filhos, o meu marido, o meu bacharelato, o meu mestrado: nada tinha importância. Aos olhos dela, eu ainda podia ter sonhos e chegar às estrelas. Poderia ainda vir a ser astronauta ou pianista ou mesmo cantora de ópera. Aos olhoa dela eu ainda tinha de crescer e muitas coisas para “ser” na minha vida.
O mais bonito deste encontro com a minha filha foi quando percebi que, na sua inocência e honestidade, ela teria feito a mesma pergunta aos avós e bisavós.
Alguém escreveu: “A mulher de idade que eu irei ser será bastante diferente daquela que sou agora. Um outro Eu está a começar…”
Portanto… o que é que queres ser quando cresceres? "
in "Canja de Galinha para a Alma da Mulher" de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne, Marci Shimoff
26 julho 2010
Women of the Chrysler
“Women of The Chrysler: A 400-Year Celebration of the Arts” exposição temporária no Chrysler Museum of Art em Norfolk, USA. Dedicada a artistas femininas, ao seu trabalho e contributo para as artes na Europa e América.
Gostei particularmente deste magnífico “glass dress”, uma peça de Karen LaMonte.
Lindíssima a sua transparência e ao mesmo tempo opacidade. Essa percepção foi perfeita quando vi esta peça na exposição.
Também estavam presentes na exposição, obras das artistas: Susan Watkins, Anna Atkins, Clara Driscoll, Mary Cassatt, Harriet Hosmer, entre outras, totalizando um conjunto de mais de 200 obras de arte.
Lindíssima a sua transparência e ao mesmo tempo opacidade. Essa percepção foi perfeita quando vi esta peça na exposição.
Também estavam presentes na exposição, obras das artistas: Susan Watkins, Anna Atkins, Clara Driscoll, Mary Cassatt, Harriet Hosmer, entre outras, totalizando um conjunto de mais de 200 obras de arte.
“The Women Series (detail)” - 1992-1999
Gwen Akin e Allan Ludwig, fotógrafos nova iorquinos, criaram “The Women Series” com base na recuperação de fotografias já existentes. Todas figuras femininas contemporâneas e históricas, algumas famosas , outras não famosas e outras anónimas. Entre elas podem encontrar-se Greta Garbo, Ângela Davis, Georgia O’Keeffe, Lena Horne … Tendo como fundo o vermelho, 5 paredes cobertas por 200 rostos emoldurados em oval. Um efeito de impacto!
(Fotos by Moonshine)
(Fotos by Moonshine)
16 julho 2010
Mermaids of Norfolk
As sereias são o ícone da cidade de Norfolk, USA.
Ao passear pela cidade somos agradavelmente surpreendidos com esta visão das sereias que se encontram espalhadas por toda a cidade e a tornam original. Elas são desenhadas e decoradas por artistas locais e, muitas delas, representam temas relacionados com a sua localização.
Estas, são algumas das minhas fotos das "mermaids of Norfolk".
06 julho 2010
BookCrossing - Wild release
Museum Guggenheim em New York, USA - libertei (wild release) o livro "Poemas" (vários autores), em junho de 2010.Libertei-o e já deu notícias. Obrigada Anonymous Finder!
O livro foi "catched" por uma espanhola que informou que o irá libertar no Canadá.
Libertei este livro no estrangeiro esperando contribuir para a divulgação da poesia de autores lusófonos, cativando os leitores através da diversidade dos seus poemas.
04 julho 2010
4 de Julho
Para sinalizar o dia 4 de Julho - Dia da Independência dos Estados Unidos da América - aqui deixo alguns locais que fotografei em Mount Vernon na residência de George Washington, o primeiro presidente dos EUA e a quem se deve a formação e independência deste país e fundador da cidade de Washington, capital dos EUA.





02 julho 2010
BookCrossing - Wild release
01 julho 2010
01 junho 2010
Dia Mundial da Criança

Esta ternurenta foto de Anne Geddes é perfeita para lembrar o Dia Mundial da Criança e homenagear as crianças, assim como a referência a uma escritora que contribuiu para o crescimento literário das crianças e jovens, cativando-os com a sua escrita e fazendo despertar neles o gosto pela leitura. Maria Alberta Menéres nunca perdeu a vivacidade e irreverência da infância, conseguindo transmitir toda essa irrequietude através da sua escrita. Numa entrevista ao Notícias Magazine (Maio 2010), a filha Maria Eugénia de Melo e Castro (cantora) confidencia acerca da mãe: “É avessa a qualquer coisa mundana e isso aproximou-a muito das crianças porque com as crianças não há cerimónias. A infância dela foi tão boa que resolveu prolongá-la em função dessa timidez brutal e dessa incapacidade que tem de lidar com coisas reais. O lado infantil e da imaginação foi sempre muito mais forte e manteve-se até hoje de uma forma absolutamente extraordinária.”
Para todas as crianças, aqui fica a poesia "O Verde" do livro "O Livro das Sete Cores"
"Eu sou o verde,
Vim de um arco-íris e escorreguei
Por dentro de uma gota de chuva.
O céu era azul e a terra amarela,
e deles nasci.
Andei à cata de coisas
E poisei num cacto do deserto.
De mar em mar,
De lagarto em rã,
Descobri esmeraldas
E abri olhos de gatos.
Andei de gatas, rasteirinho,
Pela terra de gafanhotos novos, da salsa, das nabiças
Da alface, da hortelã.
Fiz-me caldo verde,
Fui à mesa, escondido no verde das garrafas.
Dei-me a cheirar nos mangericos.
Espreitei pelas persianas e vi os carros
passarem quando eu mandava.
Mostrei-me nas bandeiras.
Subi às aluras na hera dos muros;
Nos limos, nas algas,desci às funduras.
Viajei muito, colecciono tudo:
Penas de papagaio,
Berlindes,
Ervilhas,
Trevos de quatro folhas,
Moedas desenterradas,
Umas vezes sou velho, outras sou novo.
Tanto posso despontar de uma erva escondida
Como posso secar numa folha caída."
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