26 fevereiro 2012

cidadão do mundo

E assim começou o dia.....  com o aroma de um Nespresso :)
pequeno almoço em Lisboa, Portugal

 ...e após uma viagem cortando as nuvens, seguiu-se o almoço no Café du Vaudeville em Bruxelas na Bélgica  
...mais umas nuvens e um céu para deslizar, e o dia terminou com um jantar... Viena de Áustria

The End...zzzzzzzz....

23 fevereiro 2012

Os Pilares da Terra

"O coração de Philip teve um sobressalto. Como era possível que a sua igreja estivesse a arder?
Decidiu entrar. A princípio, o cenário confundiu-o. No chão da igreja, em volta do altar e do transepto sul, viam-se enormes pedaços de madeira a arder. Donde teriam eles vindo? Como é que podiam libertar tanto fumo? E que ruído estrondoso era aquele que parecia um incêndio de muito maiores proporções?
Cuthbert gritou: - Olhai lá para cima!
Philip olhou, e as suas perguntas encontraram resposta. O tecto estava a arder encarniçadamente. Ficou a olhar fixamente para o alto, horrorizado: fazia lembrar o avesso do inferno. A maior parte do tecto pintado já desaparecera, deixando à mostra os triângulos de madeira do telhado, escurecidos e incandescentes, as labaredas e o fumo a saltar e a revolutear numa dança demoníaca. Philip ficou quieto, paralisado pelo choque, até lhe começar a doer o pescoço de ter a cabeça empertigada; e só então conseguiu recobrar a presença de espírito.
Correu para o meio da intersecção, postou-se diante do altar e olhou em redor da igreja. Todo o tecto estava em chamas, desde a porta ocidental até à ala oriental, percorrendo ambos os transeptos duma ponta à outra. Durante um instante de pânico, pensou: “Como é que vamos fazer para levar a água lá para cima?” Imaginou uma fila de monges a correrem pela galeria armados de baldes, e de imediato constatou que seria impossível: ainda que dispusesse duma centena de pessoas para aquela tarefa, nem assim seriam capazes de transportar para o telhado água que bastasse para apagar aquele inferno de chamas."

in "Os Pilares da Terra" vol I de Ken Follett

18 fevereiro 2012

(Heleen Vriesendorp)

"As minhas mãos mantêm as estrelas
Seguro a minha alma para que se não quebre
A melodia vai de flor em flor
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das coisas."

Sophia de Mello Breyner
mix (imagem+texto) by Moonshine 

07 fevereiro 2012

body & mind

Estreia no Body & Mind num ambiente de tranquilidade, música suave e movimentos calmos. Para "esticar o corpo" e "espraiar o espírito". Assim decorreu esta aula anti-stress, com tudo a conjugar-se para um total relax.

02 fevereiro 2012

Furla

Excelente, esta imagem publicitária da marca Furla.

FURLA - um must no mundo da moda! Adoro!

16 janeiro 2012

Dança Dança Dança

"Cada ser humano atinge o seu apogeu de maneira diferente, num dado momento. Uma vez alcançado esse ponto alto, é sempre a descer. Fatal como o destino. E o pior é que ninguém sabe onde é que se situa o seu próprio auge. A linha divisória pode desenhar-se de repente, quando uma pessoa pensa que ainda estava a pisar terreno seguro. Ninguém tem maneira de saber. Alguns atingem esse pico aos doze anos, e depois espera-os uma vida perfeitamente monótona e sem chama. Outros continuam sempre em ascensão até à morte; outros morrem no seu máximo esplendor. Muitos poetas e compositores vivem em estado de permanente arrebatamento e estão mortos quando chegam aos trinta anos. Depois há aqueles, como é o caso de Picasso, que aos oitenta e muitos anos ainda pintava quadros cheios de vigor e teve uma morte tranquila, sem saber o que era o declínio."

in "Dança Dança Dança" de Haruki Murakami

15 janeiro 2012

bad memory :(

:(  bye bye fotos... bye bye flashes...
Uma das minhas máquinas fotográficas resolveu prescindir da minha companhia e voou para outras paragens na companhia de um "novo dono". Voou, literalmente, mas sem a minha autorização. Alguém se deve ter "apaixonado" por ela, provavelmente foi amor à primeira vista,  e não conseguiu resistir a "dar-lhe a mão".
Um triste acontecimento que ensombra a recordação da minha passagem pelo aeroporto de Frankfurt, Alemanha.
Quem sabe se um dia não me cruzo com ela, algures, aí pelo mundo.
Como prémio de consolação ainda me restam as fotos que captei com uma outra máquina de menor precisão.
Bad memory  :(

08 janeiro 2012

A Perspectiva das Coisas

E foi olhando a diversidade na representação das coisas que explorei a exposição "A Natureza-Morta na Europa" que esteve presente no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Havia pintores de referência, como Manet, Monet, Renoir, Van Gogh, Gaugin, Cézanne, Braque, Picasso, Juan Gris, Dalí, Magritte, Matisse e ainda outros menos conhecidos. Também havia obras dos pintores portugueses Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Mário Eloy e Vieira da Silva.


Com esta obra de Magritte foi um 2º encontro, dado que já me tinha "chocado" com ele no MOMA (Museum of Modern Art) de Nova Iorque. 

01 janeiro 2012

Dia Mundial da Paz

A minha homenagem ao Dia Mundial da Paz:
"A Face da Paz" de Pablo Picasso
e a
"Ode à Paz" de Natália Correia. 
A Face da Paz de Pablo Picasso

"Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amamtes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
Deixa passar a Vida!"

in Inéditos de Natália Correia

30 dezembro 2011

"Os dias vão e vêm como figuras silenciosas e ocultas enviadas de uma adorável festa distante, mas elas não dizem nada, e se nós não usamos os presentes que elas trazem, elas os carregam de volta silenciosamente."

Ralph Waldo Emerson

06 dezembro 2011

O Tempo dos Imperadores Estranhos

 "- Se já ninguém se importa com os vivos, imagine com os mortos.
A frase desolada, ouvida, alguns meses atrás, da boca de um oficial, ecoou na cabeça do sargento Espinosa como se estivesse a ouvir dentro de uma catedral. Minutos antes, proferira uma ordem tão cheia de espanto que, num acto reflexo, o grupo de soldados ao qual se dirigira se tinha levantado precipitadamente e trocado os talheres por Mausers. Vistos de longe, sobre a superfície gelada do rio Slavianka, com os seus pesados uniformes de Inverno, assemelhavam-se a um grupo de pinguins desorientados. Ao fim de uns momentos, os olhos dos soldados conseguiram seguir a linha imaginária do olhar do sargento e, quando identificaram o motivo do seu assombro, a maioria exibiu uma atitude de quem acaba de acordar e ainda não consegue distinguir onde acaba o que via em sonhos e o que está a ver acordado. Numa cena dadaísta, umas vinte cabeças de cavalo espalhavam-se sobre o lago gelado, como num jogo de xadrez de uma peça só. As ilhargas abertas, a tensão do pescoço, os olhos desviados – tudo indicava que os cavalos tinham sido apanhados pelo frio em pleno galope. Mas não era este quadro extraordinário que mantinha a atenção dos soldados em suspenso: era o homem enterrado no gelo até ao tronco, agarrado a uma das cabeças."

in "O Tempo dos Imperadores Estranhos" de Ignacio del Valle