01 abril 2012

BookCrosser 4th year


"Um livro não é apenas um amigo, cria novas amizades. Quando possuímos um livro com a mente e o espírito, ficamos enriquecidos. Mas quando o passamos a alguém, enriquecemos o triplo."
Henry Miller  

27 março 2012

António Tabucchi

"A vida não está por ordem alfabética como há quem julgue. Surge... ora aqui, ora ali, como muito bem entende, são migalhas, o problema depois é juntá-las, é esse montinho de areia, e este grão que grão sustém? Por vezes, aquele que está mesmo no cimo e parece sustentado por todo o montinho, é precisamente esse que mantém unidos todos os outros, porque esse montinho não obedece às leis da física, retira o grão que aparentemente não sustentava nada e esboroa-se tudo, a areia desliza, espalma-se e resta-te apenas traçar uns rabiscos com o dedo, contradanças, caminhos que não levam a lado nenhum, e continuas à nora, insistes no vaivém, que é feito daquele abençado grão que mantinha tudo ligado... até que um dia o dedo resolve parar, farto de tanta garatujas, deixaste na areia um traçado estranho, um desenho sem jeito nem lógica, e começas a desconfiar que o sentido de tudo aquilo eram as garatujas."

António Tabucchi

23 março 2012

O Amor nos Tempos de Cólera

"Passou outra semana irreal, sem poder concentrar-se em nada, a comer mal e a dormir pior, a tentar perceber sinais cifrados que lhe indicassem o caminho da salvação. Mas a partir de sexta-feira invadiu-o uma tranquilidade sem motivos que interpretou como um prenúncio de que nada de novo aconteceria, que tudo quanto havia feito na vida fora inútil  e não tinha maneira de continuar: era o fim. Na segunda-feira, porém, ao chegar à sua casa, na Rua das Janelas, deu com uma carta que flutuava na água empoçada no saguão e reconheceu imediatamente no sobrescrito molhado a caligrafia imperiosa que tantas mudanças na vida não tinham feito mudar e até acreditou reconhecer o perfume nocturno das gardénias murchas, porque o coração já lhe dissera tudo logo ao primeiro assombro: era a carta que esperara, sem um momento de sossego, durante mais de meio século."

in "O Amor nos Tempos de Cólera" de Gabriel García Márquez

21 março 2012

Dia Mundial da Poesia

(A Poetisa de Joan Miró)

"Versos! Versos! Sei lá o que são versos...
Pedaços de sorriso, branca espuma,
Gargalhadas de luz, cantos dispersos,
Ou pétalas que caem uma a uma..." 
    
Florbela Espanca
mix(imagem+texto) by Moonshine 

20 março 2012

Primavera


No 1º. dia de Primavera os acordes da música de Stravinsky inundaram o Marquês de Pombal em Lisboa.
Cerca de 100 músicos da Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigidos pelo maestro Martin André,  interpretaram "A Sagração da Primavera" de Igor Stravinsky num concerto gratuito aberto ao público.
E esta foi, também, a minha celebração da Primavera.

07 março 2012

Dewey


"Mas não era só de aspecto que ele era bonito; era também a sua personalidade. Qualquer pessoa que gostasse minimamente de gatos tinha de lhe pegar. Havia qualquer coisa na cara dele, na maneira como olhava para nós, que atraía o amor.
- Ele gosta de ser embalado – disse, transferindo-o para os braços de Mary. Não, de costas. Exactamente. Como um bebé.
- Um bebé de meio quilo.
- Acho que nem sequer deve pesar tanto.
O gatinho abanou a cauda e aninhou-se nos braços de Mary.
Viemos a descobrir que afinal não era só no pessoal da biblioteca que ele confiava instintivamente; confiava em toda a gente.
- Oh, Vicki – disse Mary. – É adorável. Como se chama?
- Estamos a chamar-lhe Dewey. Por causa da Classificação Decimal de Dewey. Mas ainda não nos decidimos por um nome.
-Olá, Dewey. Gostas da biblioteca? – Dewey olhou para Mary e encostou a cabeça ao braço dela."

in "Dewey - O gato que comoveu o mundo" de Vicki Myron

04 março 2012

Schloss Schonbrunn

Palácio de Schonbrunn, Viena de Áustria
considerado Património da Humanidade pela Unesco



fotos by Moonshine

26 fevereiro 2012

cidadão do mundo

E assim começou o dia.....  com o aroma de um Nespresso :)
pequeno almoço em Lisboa, Portugal

 ...e após uma viagem cortando as nuvens, seguiu-se o almoço no Café du Vaudeville em Bruxelas na Bélgica  
...mais umas nuvens e um céu para deslizar, e o dia terminou com um jantar... Viena de Áustria

The End...zzzzzzzz....

23 fevereiro 2012

Os Pilares da Terra

"O coração de Philip teve um sobressalto. Como era possível que a sua igreja estivesse a arder?
Decidiu entrar. A princípio, o cenário confundiu-o. No chão da igreja, em volta do altar e do transepto sul, viam-se enormes pedaços de madeira a arder. Donde teriam eles vindo? Como é que podiam libertar tanto fumo? E que ruído estrondoso era aquele que parecia um incêndio de muito maiores proporções?
Cuthbert gritou: - Olhai lá para cima!
Philip olhou, e as suas perguntas encontraram resposta. O tecto estava a arder encarniçadamente. Ficou a olhar fixamente para o alto, horrorizado: fazia lembrar o avesso do inferno. A maior parte do tecto pintado já desaparecera, deixando à mostra os triângulos de madeira do telhado, escurecidos e incandescentes, as labaredas e o fumo a saltar e a revolutear numa dança demoníaca. Philip ficou quieto, paralisado pelo choque, até lhe começar a doer o pescoço de ter a cabeça empertigada; e só então conseguiu recobrar a presença de espírito.
Correu para o meio da intersecção, postou-se diante do altar e olhou em redor da igreja. Todo o tecto estava em chamas, desde a porta ocidental até à ala oriental, percorrendo ambos os transeptos duma ponta à outra. Durante um instante de pânico, pensou: “Como é que vamos fazer para levar a água lá para cima?” Imaginou uma fila de monges a correrem pela galeria armados de baldes, e de imediato constatou que seria impossível: ainda que dispusesse duma centena de pessoas para aquela tarefa, nem assim seriam capazes de transportar para o telhado água que bastasse para apagar aquele inferno de chamas."

in "Os Pilares da Terra" vol I de Ken Follett

18 fevereiro 2012

(Heleen Vriesendorp)

"As minhas mãos mantêm as estrelas
Seguro a minha alma para que se não quebre
A melodia vai de flor em flor
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das coisas."

Sophia de Mello Breyner
mix (imagem+texto) by Moonshine 

07 fevereiro 2012

body & mind

Estreia no Body & Mind num ambiente de tranquilidade, música suave e movimentos calmos. Para "esticar o corpo" e "espraiar o espírito". Assim decorreu esta aula anti-stress, com tudo a conjugar-se para um total relax.

02 fevereiro 2012

Furla

Excelente, esta imagem publicitária da marca Furla.

FURLA - um must no mundo da moda! Adoro!

16 janeiro 2012

Dança Dança Dança

"Cada ser humano atinge o seu apogeu de maneira diferente, num dado momento. Uma vez alcançado esse ponto alto, é sempre a descer. Fatal como o destino. E o pior é que ninguém sabe onde é que se situa o seu próprio auge. A linha divisória pode desenhar-se de repente, quando uma pessoa pensa que ainda estava a pisar terreno seguro. Ninguém tem maneira de saber. Alguns atingem esse pico aos doze anos, e depois espera-os uma vida perfeitamente monótona e sem chama. Outros continuam sempre em ascensão até à morte; outros morrem no seu máximo esplendor. Muitos poetas e compositores vivem em estado de permanente arrebatamento e estão mortos quando chegam aos trinta anos. Depois há aqueles, como é o caso de Picasso, que aos oitenta e muitos anos ainda pintava quadros cheios de vigor e teve uma morte tranquila, sem saber o que era o declínio."

in "Dança Dança Dança" de Haruki Murakami