19 julho 2013
flores dos cactos
Uma flor que mais parece artificial mas não é. Todos os anos este cacto resolve enfeitar-se de flores muito originais. Ao lado da flor aberta já aí está outra mas que ainda não abriu.
05 julho 2013
23 junho 2013
flores das dunas inside home
Armeria berlengensis
Agora, cá estão elas a darem um toque floral inside my home. Ficou um ramalhete lindo com esta tonalidade semi-dourada, após secagem.
E com alguma curiosidade acerca destas flores das dunas, lá fui pesquisar um pouco de botânica. Em Portugal, a Armeria berlengensis (nome técnico) faz parte da flora das Berlengas e da zona costeira próxima. Pertencem à ordem das Caryophyllales, família das Plumbaginaceae e género Armeria.
O nome popular destas florzinhas, não faço a menor ideias e sempre as chamei, como a tantas outras diversidades, flores das dunas. Todos os anos, elas são para mim o anúncio de que o Verão está a chegar.
22 junho 2013
Lisboa em Si
No dia 21 de Junho de 2013, Lisboa assinalou o solstício de Verão com um "concerto" criado com os sons característicos da cidade.Durante cerca de 7 minutos, 30 embarcações espalhadas pelo Tejo, 16 igrejas, 6 eléctricos, 6 viaturas de bombeiros e 2 comboios participaram com o som das suas campainhas, apitos, sinos, buzinas e sirenes criando uma mistura coordenada de sons que ecoaram pela zona ribeirinha e zonas adjacentes.
O vento resolveu que não podia faltar ao evento, o que foi pena porque a ventania acabou por alterar o efeito de repercussão dos sons. Ainda assim foi um "concerto" interessante e que fez agitar esta zona da cidade pois foram muitos os que quiseram presenciar o acontecimento sonoro, in loco.
O evento "Lisboa em Si" pretendeu ser uma homenagem à cidade das 7 colinas e em memória dos 7 minutos do terramoto de 1755, duas características identificadoras e bem significativas para Lisboa.
No percurso que fiz até ao Terreiro do Paço, o local que escolhi para ouvir esta sinfonia de sons, ainda pude ver (é a primeira vez que passo pelos bairros típicos alfacinhas por altura das festas populares) o ambiente de grande animação nas ruas e ruelas enfeitadas e cheias de gente a saborear a sardinha assada e os mais variados petiscos com os seus cheiros tão característicos. Os bairros "respiravam" o verdadeiro espírito tradicional alfacinha.
Gostei da noite com esta vivência de 2 contrastes: um bem pitoresco e tradicional e outro moderno e inovador.
11 junho 2013
26 maio 2013
Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda
Adorei o enquadramento artístico das obras de Joana Vasconcelos nas salas do Palácio da Ajuda.
As peças espalhadas pelos aposentos do Palácio estão em perfeita sintonia com o espaço, enriquecendo-o. A antiguidade e a modernidade em complementaridade.
A particularidade do trabalho de Joana Vasconcelos está bem presente nas peças desta exposição onde estão peças de cerâmica desenvolvidas a partir de faianças desenhadas por Rafael Bordalo Pinheiro envolvidas em croché, a tapeçaria com o ponto de Portalegre, bem como materias tão díspares como panelas, ferros de engomar, talheres em plástico, ….
Uma visita que valeu mesmo a pena.
(26Maio2013)
As peças espalhadas pelos aposentos do Palácio estão em perfeita sintonia com o espaço, enriquecendo-o. A antiguidade e a modernidade em complementaridade.
Marilyn na Sala do Trono
Maria Pia no Quarto de cama da Rainha
Vitrail, uma tapeçaria com o ponto de Portalegre
Coração Independente Vermelho
um coração minhoto criado com talheres de plástico translúcido
Escolhi estas imagens como as minhas eleitas sendo a "Marilyn" a peça que, na minha opinião, cria mais impacto.
"Marilyn assume a forma de um elegante par de sandálias de salto alto, cuja escala ampliada resulta do uso de panelas e respetivas tampas. Posicionado quase simetricamente, o par remete à figura ausente de Marilyn Monroe. A improvável, mas assertiva, associação de panelas e sandálias de salto alto, dois símbolos paradigmáticos dos domínios privado e público da Mulher, propõe-nos a revisão do Feminino à luz das práticas do mundo contemporâneo. panegíricos da dualidade feminina, insinuando a realização plena da individualidade através da subversão dos normativos sociais impostos." (excerto do site relativo à exposição)
A particularidade do trabalho de Joana Vasconcelos está bem presente nas peças desta exposição onde estão peças de cerâmica desenvolvidas a partir de faianças desenhadas por Rafael Bordalo Pinheiro envolvidas em croché, a tapeçaria com o ponto de Portalegre, bem como materias tão díspares como panelas, ferros de engomar, talheres em plástico, ….
Uma visita que valeu mesmo a pena.
(26Maio2013)
25 maio 2013
Feira do Livro 2013
Foi uma tarde ao ar livre e rodeada de livros. Todo o tipo de livros. Livros novos e usados, romances, aventura, históricos, ficção, técnicos, comédia, filosóficos, etc., etc. Que bom!
Claro que foi paragem "obrigatória" o encontro com a Ana Saragoça, autora de "Quando fores Mãe vais ver", para a felicitar (mais uma vez) pelo seu livro e lhe "caçar" um autógrafo. Fiquei duplamente contente pois fiquei a conhecer, pessoalmente, ainda uma outra Bookcrosser.
Entre uma e outra espreitadela pelos escaparates, fartei-me de sorrir com o que vi. Muito engraçadas várias situações que observei e que me fizeram recordar a infância, a minha paixão pelos livros e a minha felicidade quando os presentes que recebia eram, precisamente, LIVROS.
Foi tão giro observar quando duas meninas com os olhinhos a brilhar e a dar gritinhos de satisfação por terem, de repente, dado de caras com os livros da sua colecção preferida e, claro, a pedirem às mães para os comprarem rapidamente. A impaciência delas aliada com toda aquela excitação, dava a impressão de que estaria na iminência de aparecer à sua frente, "ESGOTADO!". Estavam com um ar tão feliz!
O sol também sorriu o que completou a tarde! J
(25Maio2013)
18 maio 2013
Benção das Pastas
Os meus "rabiscos" na Fita de curso da Ri.
Muitas Felicidades Srª Arquitecta! Y
Benção das Pastas no Terreiro do Paço em Lisboa
Uma missa onde, na hora H, as fitas de curso tiveram o privilégio de, além de serem benzidas pelo Cardeal Patriarca, levaram com uma chuvinha abençoada. J
23 abril 2013
20 abril 2013
15 abril 2013
Heróis à Moda de Lisboa
"Alfacinha - Habitante de Lisboa; natural de Lisboa. Existem várias versões para explicar esta denominação dada aos naturais de Lisboa, mas a principal versão refere um hábito antigo da Lisboa burguesa de fins do séc. XIX. Em pleno romantismo, as famílias da classe média lisboeta tinham o costume, quase compulsivo, de, nas tardes solarengas de Domingo, se reunirem em almoçaradas pelas inúmeras hortas que existiam nos arredores da capital. Aí, acompanhando com o tradicional peixe frito, parece que se consumiam quantidades absurdas de salada de alface. Ora este hábito tornava-se tão peculiar quanto pitoresco aos olhos de quem vinha de fora da cidade. Na verdade, o consumo da alface era então pouco difundido pelo resto do país e esta moda foi estranhada e até caricaturada. "
in "Heróis à Moda de Lisboa"
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Livro de vários autores (na maioria Bookcrossers) que contam, de uma forma humorística, as histórias de Lisboa usando gíria e calão. No final está incluído um dicionário alfacinha com a explicação dos vocábulos utilizados.
01 abril 2013
Bookcrosser 5th year
"Os livros. A sua cálida,
terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão leais.
Tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia."
Eugénio de Andrade
20 março 2013
O Adeus às Armas
"Continuámos a comer. Ouviu-se um ruído que parecia tosse, ou de uma locomotiva a pôr-se em movimento, e em seguida uma explosão que abalou novamente a terra.
- Este abrigo é pouco profundo – disse Passini.
- Foi um grande morteiro de trincheira.
- Foi, sim, senhor.
Comi o resto do meu pedaço de queijo e bebi mais um gole de vinho. No meio do barulho distingui novamente aquela tosse, depois o tchu-tchu-tchu-tchu – e de súbito um relâmpago como quando se abre de repente a porta de uma fornalha de fundição, um ribombar, branco primeiro, depois vermelho, num súbito revólver de ar. Procurei respirar, mas senti a respiração cortada, pareceu-me sair para fora de mim, cada vez mais, mais para fora, envolvido naquela ventania. Todo o meu ser fugia rapidamente, e sabia que estava morto e que era um erro supor que se morria e estava acabado; depois tive a impressão de flutuar, e em vez de ir para a frente senti-me recuar. Respirei e tinha voltado a mim. O solo estava todo revolvido e diante da minha cabeça havia uma trave despedaçada. Na confusão da minha cabeça ouvi alguém chorar. Pensei que fosse alguém a gritar. Procurei mover-me mas não pude. Ouvi as metralhadoras e as espingardas disparando do outro lado e ao longo do rio. Houve um grande clarão e os foguetões subiram, rebentaram, flutuaram, brancos, no ar, os morteiros ergueram-se e eu ouvi as granadas, tudo isto num momento, e então ouvi alguém dizer junto de mim: << Mamma mia! O mamma mia! >>
in "O Adeus às Armas" de Ernest Hemingway
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A Farewell to Arms - título original deste romance que tem a particularidade de o seu autor ter escrito 47 finais diferentes até encontrar "as palavras certas", segundo o que ele referiu numa entrevista.
Em 2012, foi editado um livro, nos EUA, que inclui os finais imaginados por Hemingway, bem como rascunhos e anotações de outras passagens do livro.
15 março 2013
A Morte Feliz
"Entre o vermelho do fogo, a palpitação do despertar da sala e a vida secreta dos objectos familiares que a povoavam tecia-se um poema, uma fuga, que predispunha Mersault a aceitar com um ânimo diferente, com confiança e amor, aquilo que Zagreus ia dizer-lhe. Recostou-se no cadeirão, e, de olhos fitos no céu, começou a ouvir a estranha história de Zagreus.- Tenho a certeza – começara ele – de que se não pode ser feliz sem dinheiro. Não tenho dúvidas sobre isso. Não gosto da facilidade, nem dos romantismos. Gosto de saber como são as coisas. Pois bem, tenho notado que em certas pessoas de escol existe uma espécie de snobismo espiritual quando afirmam que o dinheiro não faz a felicidade. Parvoíce. Mentira. E, em certa medida, cobardia. Ora veja, Mersault, para um homem bem-nascido, ser feliz nunca foi complicado. Basta seguir o destino de toda a gente, não por desistência ou renúncia, como é o caso de tantos falsos grandes homens, mas com uma apetência de felicidade. A única coisa de que se precisa para se ser feliz é de tempo. Muito tempo. A felicidade é, ao fim e ao cabo, uma questão de longa paciência. E quase sempre passamos a vida a ganhar dinheiro, quando o que era preciso era ganhar tempo através do dinheiro. Esse é o único problema que sempre me interessou. É um problema preciso e claro."
in "A Morte Feliz" de Albert Camus
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Albert Camus, escritor nascido na Argélia e galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1957, é o autor deste romance que foi publicado postumamente. Após a morte de Camus vários documentos foram reunidos e publicados englobando o que se chamou Carnets Albert Camus. A Morte Feliz foi o primeiro volume, desses cadernos, a ser publicado.
08 março 2013
Dia Internacional da Mulher
A minha homenagem à MULHER
(Portrait de Françoise de Pablo Picasso)
"Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levassse...
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes e calma"
Sophia de Mello Breyner
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21 fevereiro 2013
Cemitério de Lunáticos II

"- Jesus! Estamos mesmo à beirinha da nossa primeira luta de pesos pesados a sério. Recua.
- Reconheceste-a?
- Tinha olhos. E os olhos não se modificam.
- Pára com isso! - berrou ela.
- Okay - resmunguei. - Já parei.
- Pronto, aí tens. - Mais lágrimas voaram, semelhantes a diminutos cometas. - Já te amo outra vez. - Esboçou um sorriso batido pelo vento, o cabelo a emaranhar-se e a soltar-se sob a acção da corrente de ar, que nos banhava com uma brisa fria por cima do pára-brisas. Todos os ossos do meu corpo se derreteram perante aquele sorriso. Meus Deus, pensei, então ela não venceu sempre, todos os dias, durante toda a sua vida, com aquela boca e aqueles dentes e aqueles grandes olhos falsamente inocentes?
- Pois foi! - riu-se Constance, adivinhando-me os pensamentos.
- E olha agora - disse-me.
Parou de repente diante dos portões dos estúdios. Ergueu o olhar por um longo momento.
- Ah, meu Deus! - acabou por proferir. - Não é hospital nenhum. É onde as ideias do grande elefante vão morrer. Um cemitério para lunáticos."
in "Cemitérios de Lunáticos" de Ray Bradbury
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"Cemitério de Lunáticos" é uma obra de ficção, mistério, suspense e um ambiente irreal que são características dos livros deste escritor que ficou celebrizado pelo seu livro "Fahrenheit 451".
19 fevereiro 2013
Jóias
Joalharia de Margarida Pimentel
Num passeio por Belém e uma breve passagem pelo CCB espreitei a loja da designer de jóias, Margarida Pimentel. Uma maravilha, as jóias expostas; são peças líndíssimas de ouro e prata, feitas à mão. Com um universo de beleza e originalidade daqueles não consigo dizer de qual gostei mais pois são muitas as que elegeria como belíssimas e que escolheria para usar, sem sombra de dúvida.
(18Fev2013)
18 fevereiro 2013
15 fevereiro 2013
Clubbing
14 fevereiro 2013
Dia dos namorados
(imagem da net)
"Tu já tinhas um nome, e eu não sei
se eras fonte ou brisa ou mar ou flor.
Nos meus versos chamar-te-ei amor."
Eugénio de Andrade
mix(imagem+texto) by Moonshine
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